quarta-feira, 16 de julho de 2014

Placas indicarão onde há capivaras em Tubarão







        As capivaras que habitam o Rio Tubarão e seus afluentes vêm gerando discussões no município, relacionadas a acidentes de trânsito e ao risco de doenças associadas aos animais domésticos e ao homem. Diversos questionamentos foram feitos nos últimos anos.


     A primeira ação prática a ser realizada pela Fundação de Meio Ambiente será a colocação de placas de trânsito informando aos motoristas a presença destes animais. Placas informativas serão distribuídas nos locais de maior concentração. Durante essas etapas, a secretaria de Proteção e Defesa Civil destinou o uso de embarcações e equipes de apoio para auxiliar nas atividades.

        Em 2013, uma parceria entre a Fundação Municipal de Meio Ambiente (Funat) e a Unisul, por meio dos professores Joares A. May Júnior, do curso de Medicina Veterinária, Ciências Biológicas e chefe do setor de animais selvagens do Hospital Veterinário, e Rodrigo Ávila, também da instituição, resultou no estudo técnico-científico denominado “Caracterização da estrutura populacional de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) e concepção ambiental da população residente às margens do Rio Tubarão”. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi desenvolvido pela estagiária da Funat Mariely da S. e Silva.

     O trabalho, realizado no primeiro semestre de 2014, compreendeu a área central da cidade entre as pontes Manoel Alves dos Santos (ponte do Morrotes) e Orlando Francalacci (ponte do Quartel). Foram realizadas rotinas de acompanhamento das capivaras para contagem e identificação dos grupos, através de saídas de barco e deslocamento na ciclovia, além de entrevistas com os moradores residentes nas ruas que margeiam o rio.

        A crescente expansão das cidades e a redução das áreas naturais pressionam, cada vez mais, a vida selvagem ao convívio humano. “Em ambientes urbanos, esses fragmentos são áreas reduzidas e muito próximas dos seres humanos, muitas vezes resultando em conflitos que ameaçam a conservação das espécies selvagens”, afirma Mariely.

     Segundo o diretor-presidente da Funat, Guilherme Nunes Bressan, este e outros estudos complementares são fundamentais para o entendimento da dinâmica da população existente no rio e também em seus afluentes. “Esses estudos são de extrema importância para que num segundo momento possamos estabelecer um plano de manejo e de educação em que o cidadão se sinta em segurança no convívio com esses animais”, ressalta Guilherme.
( Fonte: Diário do Sul)

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