sexta-feira, 25 de julho de 2014




  O frio mal chegou e Cleonice Gudoski Schuastz, 35 anos, e Eroni de Lima Schuastz, 47, já sentiram a diferença na conta de energia elétrica. No fim do ano passado, eles foram beneficiados com o Sistema de Aquecimento Solar (SAS), do projeto Calamidade Pública, do programa de Eficiência Energética da Celesc, que busca auxiliar na reconstrução eficiente das residências de baixa renda atingidas pelas cheias de 2008. Em Brusque, aproximadamente 120 unidades consumidoras receberam o benefício. Os loteamentos contemplados foram o Sesquicentenário e Cyro Gevaerd.
 Segundo o engenheiro eletricista da Celesc, Thiago Jeremias, a primeira etapa do projeto no estado, executada em 2010, substituiu 3 mil refrigeradores antigos por equipamentos com etiqueta A do Inmetro e Selo Procel de Eficiência Energética. Na segunda etapa, iniciada em outubro de 2013, 2,5 mil sistemas de aquecimentos solar (SAS) foram instalados para reduzir o consumo de energia elétrica por chuveiros.
 O casal Cleonice e Eroni diz que o equipamento é muito benéfico e auxilia muito na redução de energia elétrica. “No verão pouco utilizamos, mas ainda conseguíamos aproveitar a água quente para ferver e fazer café, porque é mais rápido”, diz Cleonice. Eles contam que para utilizar o SAS, é necessário apenas abrir o registro de água do equipamento. “São dois registros, o do chuveiro normal e do equipamento. Então precisa colocar apenas a água no gelado e ligar pelo registro do aquecedor solar”, explicam.
Na casa da estudante Jenifer Goulart, 17, o equipamento foi instalado no começo deste ano. “É muito bom, a água permanece quente por bastante tempo”, diz. Ela salienta que não fizeram uma comparação média da redução, mas perceberam a diminuição.
 O engenheiro Jeremias diz que a redução de consumo obtida com a instalação dos sistemas de aquecimento solar está prevista em 2.267,17 megawatts (MW) por ano. “Essa energia é suficiente para abastecer aproximadamente 1 mil residências de classe média durante o mesmo período. Em cada residência, a redução de consumo chega em média à 30%”, diz.
 Equipamente sustentável
 O Sistema de Aquecimento Solar é composto de coletores solares, tanque de acumulação, bomba de circulação e termostato. Utiliza uma fonte de energia natural, inesgotável e 100% gratuita. “O custo do benefício foi inteiramente pago pelo Programa de Eficiência Energética da Celesc e cada SAS custa em média R$ 2 mil”, diz o engenheiro eletricista.
 O gerente da Celesc de Brusque, Pedro Paulo Tridapalli diz que como o projeto veio direto de Florianópolis, não se envolveram. “Toda fiscalização dos equipamentos e manutenção é feito diretamente com a empresa”, diz.

 Os critérios para que uma unidade consumidora fosse beneficiada era pertencer a uma comunidade de baixa renda em municípios atingidos pela enchente de 2008 e tenha sido decretado estado de calamidade pública. “A escolha das unidades consumidoras foi feita em comum acordo entre Celesc, Defesa Civil e prefeituras”, conta Jeremias.

Secretaria tem dificuldade de contratação

  

  Alunos de duas escolas da rede municipal estão sem professores. Na escola Georgina Ramos de Carvalho Luz, no bairro São Pedro, falta professor de matemática, já na escola Poço Fundo, a ausência é a de professor de português. A secretaria de Educação reconhece o problema e afirma que o que está ocasionando a falta de professores em algumas escolas é a dificuldade de contratação.
 “É um problema de todo o país. Brusque paga bem, investe na formação continuada. Estamos contratando de forma legal por concurso, mas nós temos uma ampliação de vagas que dificulta a contratação. Não tem professor para todas as vagas que estamos abrindo, essa é a dificuldade”, explica a secretária de Educação, Gleusa Fischer.
 Ela afirma que professores de áreas específicas estão em falta em todo o país, principalmente nesta época do ano. “No início do ano também contratamos os ACTs, o problema é que no meio do ano, a rede estadual ampliou, a particular também, a cidade está crescendo e exigindo mais profissionais, e nós também estamos implantando a hora-atividade. Isso tudo junto dificulta a contratação”, diz.
 Recentemente, a prefeitura homologou oficialmente o concurso público que abriu 93 vagas para professores no município. Porém, Gleusa explica que existe todo um processo para que a contratação seja efetiva, e por isso, o procedimento é demorado. “O concurso tem um tempo de 45 dias para as pessoas se apresentarem, e os que passaram estão todos trabalhando. Se eles deixarem o local onde estão trabalhando agora, também vão deixar outros alunos sem professor. Esse é o problema. A maioria dos que passaram já estão trabalhando conosco como ACTs, eles precisam se desligar deste contrato e ingressar como efetivos. Os que estão em outras escolas deixam passar todo o prazo que eles têm a partir da chamada, para só depois assumir”, afirma.
 Gleusa diz que, mesmo sem professor, os alunos não estão deixando de aprender. “Está garantida a aprendizagem dos alunos. Agora, o professor que está na escola vai adiantando a sua disciplina e quando o professor que falta chegar, repõe. Sabemos que não é o ideal, mas assim que estamos fazendo para garantir a presença do aluno na escola”
.
A secretária afirma ainda que a expectativa é que após o recesso escolar, que iniciou ontem, o problema seja resolvido e o segundo semestre letivo comece com alguns dos aprovados no concurso já efetivados.

Comerciantes usam o WhatsApp como ferramenta contra o crime em Joinville


  Dizer o nome do negócio direitinho não é obrigação. Afinal, o WhatsApp ainda é novidade para muita gente. Mas para um grupo de comerciantes do bairro Rio Bonito, distrito de Pirabeiraba, zona Norte de Joinville, o aplicativo de celular já deixou de ser surpresa e virou um item a mais de segurança.


  Por meio da ferramenta, donos de panificadoras, supermercados, farmácias e outros pontos comerciais trocam mensagens entre si sobre ocorrências, situações suspeitas e dicas de prevenção. É como se o WhatsApp fosse uma versão 2.0 do Programa Televizinho, instituído pela Polícia Militar em algumas regiões da cidade.

A parte convencional do programa, que cadastra números de telefone dos moradores e facilita contatos entre vizinhos, ainda é mantida no Rio Bonito. Só que a lista do WhatsApp é considerada um upgrade porque permite o envio de fotos, vídeos e mensagens de texto em tempo real a todos os participantes.

  — Decidimos manter esse grupo restrito aos comerciantes, que são os mais visados pelos assaltantes. Assim que um deles toma conhecimento de alguma ocorrência ou ação suspeita, logo passa as informações para a lista — conta Nelson Bansen, 46 anos, que é subprefeito de Pirabeiraba e gerencia o grupo.

  A experiência foi colocada em prática há cerca de quatro meses e conta com mais de 30 comerciantes cadastrados. Informações valiosas também chegam por meio de dois policiais militares, moradores da região, que abastecem o grupo do WhatsApp com mais detalhes de ocorrências e fotos de criminosos identificados, por exemplo.

  Todas as manifestações na lista são monitoradas pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Pirabeiraba e pela associação de moradores. Como a iniciativa tem sido bem-sucedida, o plano é expandir a lista do WhatsApp a todos os comerciantes do bairro.

  — Muitos não têm celular apropriado, com internet, e estão buscando se equipar para também participar — diz Nelson.

  O cadastro do Televizinho tradicional já alcança cerca de 150 casas do Rio Bonito. Algumas áreas, diz Nelson, têm 100% de adesão ao programa.

  A maioria dos crimes praticados em Pirabeiraba, diz o delegado titular da DP do distrito, Rodrigo Gusso, é ação contra o patrimônio. Casas e comércios são os mais visados. Desde que o Televizinho foi implantado no Rio Bonito, aponta Gusso, a percepção é de que as estatísticas de furtos tiveram queda na região.

  Na avaliação do delegado, as características da comunidade, com cerca de 6,6 mil habitantes, são fundamentais para o sucesso do programa.

  — Ali não tem furo, um cuida do outro. A iniciativa vem dando certo, até porque quem frequenta o comércio da região é a comunidade local, que se conhece — diz.

  A expectativa da Polícia Civil, observa o delegado, é de que o programa no WhatsApp colabore para a prática de se registrar boletim de ocorrência após a constatação de um crime. Segundo Gusso, muitos deixam de fazer o BO por acreditar que o registro será em vão.

  — Tem de fazer, principalmente porque são crimes que podemos desvendar até três ou quatro meses mais tarde. É importante o registro — reforça.
(Fonte: DC)

Mensagem do Dia

             Nada é difícil se for dividido em pequenas partes. 
                                                                                                                                                                                           (Henry Ford)

Oração do Dia

Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-te saúde, força, paz e sabedoria. 

Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente. Ver, além das aparências, teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um. 

Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade.

Que só de bênçãos se encha meu espírito.

Que eu seja tão bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim, sintam a tua presença.
Senhor, reveste-me de tua beleza.

E que, no decurso deste dia, eu te revele a todos.

Amém! Bom Dia !

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Polícia apreende pasta suficiente para render mais de sete mil pedras de crack em Lages, na Serra Catarinense


 
  Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar resultou em uma grande apreensão de drogas na manhã desta quinta-feira em Lages, na Serra Catarinense. Um casal foi preso em flagrante no bairro Pró-Morar com 1,5 kg de pasta-base de crack, o suficiente para fazer mais de sete mil pedras, considerando que, segundo os policiais, cada grama rende, em média, cinco pequenas pedras. 

  O flagrante ocorreu após investigações realizadas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PC e pelo Serviço de Inteligência da PM e que resultaram em cinco mandados de busca emitidos pela Justiça. Os policiais foram até a residência de Sidnei dos Anjos, de 30 anos, e Gisele Aparecida de Athaíde Nascimento, 28, onde localizaram a droga enterrada no quintal. 

  Foram apreendidos ainda R$ 300 em dinheiro e vários equipamentos eletroeletrônicos de procedência desconhecida, como televisores, notebooks, iPads e celulares. Adelegada Raquel de Souza Freire acredita que os aparelhos são provenientes de furtos praticados por usuários que trocaram as mercadorias por droga. 

  A delegada suspeita ainda que, pela grande quantidade de droga, o casal atuava como fornecedor de crack a outros traficantes da cidade, e não apenas a usuários. Sidnei e Gisele têm três filhos pequenos que ficaram sob os cuidados dos avós paternos. 

  Sem antecedentes criminais, marido e mulher foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico e conduzidos ao Presídio Regional de Lages.

Pai de três bailarinas aceita desafio e fotografa de tutu e meia calça

  O contador Sidney Lorenzatto, de Joinville, não dança, mas é pai de Ana Carolina, de 15 anos, Ana Luiza, de 11, e Ana Paula, de quatro, três bailarinas que o fazem entrar no ritmo. No aniversário de 15 anos da mais velha, neste mês, ele aceitou o desafio de vestir meia calça e tutu para fotografar ao lado das três.
  A esposa Ana Paula, que também fez aulas de balé quando criança, diz que a paixão pela dança na família é antiga, mas Sidney é quem se tornou o principal incentivador. “Ele não dança, não compete em nenhum gênero, mas ganha em 1º lugar como companheiro, maquiador, cabeleireiro, motorista, cabide, ambulante, torcedor e sofredor, além de massagista”, conta.
  O que mais marcou durante o ensaio, tanto para a fotógrafa, Stafany Batista, quanto Sidney, foi o relato de um senhor que estava no local para ensinar a esposa a dirigir.
 “Ele me chamou depois das fotos e disse que tinha duas filhas que haviam sido bailarinas, mas que se na época elas tivessem pedido para ele fazer isso, não faria. Mas, agora, anos depois, aceitaria por saber o quanto isso é significativo e o quanto faria diferença na vida delas essa demonstração de carinho”, conta Sidney, que imediatamente mudou de opinião sobre a decisão.
 “Tudo que se faz com amor e carinho pelos filhos, vale a pena. Vai ficar marcado pra elas. A gente trabalha para isso. Acaba se realizando através dos sonhos dos filhos”, disse o pai, orgulhoso das filhas e de si mesmo.