Oeste catarinense, depois de 18 anos de estudos e
testes, pesquisadores chegaram a uma nova variedade de pera. É a primeira
desenvolvida no Brasil, de acordo com as características do clima local. A
Epagri tem investindo em pesquisas pra incentivar o cultivo da pera no estado,
já que hoje Santa Catarina ainda exporta 90% do que consome. Em Santa Catarina
são apenas 85 agricultores.
"Nossa região tem cerca de 550 horas de frio.
Então essa pera está produzindo bem aqui. O interessante é que ela mantém uma
uniformidade de peso de fruto lá na planta, então isso é bom comercialmente. E
todo ano tem produzido, não tem alternado, o que é algo interessante", diz
Ivan Faoro, pesquisador da Epagri em Caçador, sobre a pera
"carolina", de sabor mais leve e equilibrado.
Apesar de exigir mais cuidados, a pera tem
rendimento cinco vezes maior do que a maçã. No entanto, ainda levará um tempo
para a nova variedade chegar ao consumidor final. "Toda fruta que a gente
lança tem um tempo para entrar no mercado. Primeiro tem que começar a produção
de mudas pelos produtores, depois o plantio. Pode esperar que essa pesa começa
a chegar ao mercado daqui a uns três anos", diz o pesquisador.
Embaladas na
árvore
Já a colônia japonesa em Frei Rogério cultiva uma
pera mais doce, suculenta e pesada: algumas chegam a mais de 2 quilos. Para
mantê-las longe do excesso de agrotóxicos, os produtores cultivam as frutas
dentro de pacotes de papel nas árvores.
"O inverno do ano passado continuou frio, por
isso que ajudou bastante e carregou bem", diz o produtor Kazunori
Yamamoto, da colônia japonesa de Frei Rogério, uma das principais produtoras da
variedade pera japonesa no Brasil.


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