terça-feira, 16 de junho de 2015

Sífilis congênita cresce em SC e mata ao menos 35 bebês em 2014

Só em Santa Catarina, pelo menos 15 bebês nasceram mortos no ano passado e outros 20 sequer chegaram à metade da gestação por causa de uma doença que poderia estar erradicada, mas cujos números têm alarmado médicos e autoridades na área da saúde em todo o Brasil: a sífilis congênita, quando a doença é transmitida da mãe para o bebê. E para piorar a situação, o medicamento que pode salvar essas vidas virou raridade nas farmácias.
Em 2014 foram registrados 269 casos de sífilis congênita em Santa Catarina, segundo dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive), órgão da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo o órgão, as notificações vêm aumentando nos últimos anos: em 2012 haviam sido 101 casos, com dois abortos e dois natimortos. Em 2013 os números deram um salto para 222 transmissões, com seis abortos e 15 natimortos. No ano seguinte, o número subiu novamente.
“Os dados são alarmantes. Esses números em Santa Catarina podem ser justificados pelo aumento na detecção dos casos, através de políticas como as implantadas no programa Rede Cegonha, mas é preciso considerar que o aumento dos casos de sífilis é um fenômeno mundial”, diz Fábio Gaudenzi de Faria, superintendente da Dive.

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