Começa nesta segunda-feira (6) a montagem de 10 barreiras fixas em
rodovias federais de Santa Catarina para coibir a entrada de drogas,
armas e pessoas foragidas da Justiça no estado. A medida foi anunciada
pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista coletiva no sábado (4) sobre formas de combate à terceira onda de atentados em Santa Catarina.
Os ataques iniciaram no dia 26 de setembro. Desde então, veículos foram
incendiados e casas de policiais, viaturas e bases da segurança pública
foram atingidos por tiros. Até a publicação desta reportagem, a Polícia
Militar (PM) não havia divulgado o relatório atualizado das
ocorrências. O último, da manhã de domingo (5), registrava 84 ataques em
27 cidades.
Já estão em funcionamento barreiras móveis nas estradas em todo o estado desde quarta (1). As fixas serão montadas em Canoinhas, Mafra e Garuva, no Norte catarinense, Água Doce, Cunha Porã/Maravilha, Dionísio Cerqueira, Concórdia e Campos Novos, no Oeste, Araranguá, no Sul. A cidade da Grande Florianópolis vai ser decidida em reunião nesta segunda-feira.
"Essas barreiras fixas estão sendo montadas nas divisas do Paraná com
Santa Catarina, fronteira com a Argentina e também na Grande
Florianópolis, que é um dos principais focos", explicou o inspetor da
Polícia Rodoviária Federal (PRF) catarinense Luiz Graziano. "Tanto elas
como as barreiras móveis têm por objetivo coibir a entrada de armas, de
drogas, a entrada de pessoas foragidas da Justiça tanto de fora para
Santa Catarina quanto pessoas que estão circulando aqui no nosso
estado", complementou.
Fiscalização
Para atuar na fiscalização, policiais dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e do Distrito Federal reforçam o efetivo catarinense. Segundo o inspetor, mais policiais chegarão. O número de agentes não foi divulgado. Nas barreiras fixas, a PRF terá ajuda da Força Nacional, que chegou com 33 soldados em Santa Catarina na madrugada de sábado.
"A fiscalização nossa se dá em veículos suspeitos, principalmente no
período da noite, que é o nosso foco principal. Não só automóveis,
caminhonetes e, principalmente, motocicletas porque é o tipo de veículo
que está sendo utilizado nesses crimes", finalizou o inspetor,
referindo-se aos atentados.
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