A Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) recolheu 9,5 toneladas
de 'santinhos' nas ruas de Florianópolis após as eleições de domingo
(5). A empresa precisou de 170 funcionários para varrer o material de
campanha na noite de domingo e na manhã de segunda-feira (6).
“Se chovesse seria pior, o material iria grudar no chão e poderia
entupir as tubulações da rede de drenagem da cidade”, afirma Marius
Bagnati, diretor de operações da empresa. Segundo ele, o material não
pode ser aproveitado para reciclagem. “Esse material é impresso em tinta
e é pouco valorizado. Além disso, ele é jogado no chão e já vem
contaminado”, explica.
Ainda no domingo, 38 funcionários começaram a varrer as ruas da capital
logo após o fechamento das urnas. Eles trabalharam até as 22h. Na
segunda-feira (6) outros 132 servidores varreram as regiões dos colégios
eleitorais das 7h às 12h. De acordo com a assessoria de imprensa da
Comcap, na última eleição presidencial foram recolhidas 6 toneladas de
'santinhos'. Já no último pleito para prefeito, em 2012, Florianópolis
acumulou 12 toneladas do material nas ruas.
Segundo Bagnati, a avenida Mauro Ramos, em frente ao Instituto Estadual
de Educação (IEE), foi uma das vias que ficou mais suja, assim como as
ruas em torno da Escola de Educação Básica Padre Anchieta, no bairro
Agronômica, do colégio Simão Hess, na Trindade e no campus da
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) no bairro Coqueiros.
Cidade limpa
"Esse material nas ruas afronta a legislação eleitoral", diz Bagnati. Na tentativa de diminuir "o derrame ilegal de santinhos" nas ruas, o Tribunal Regional Eleitoral em Santa Catarina (TRE-SC) chegou a lançar no dia 22 de setembro a campanha 'Quero minha cidade limpa' que tinha o objetivo de assegurar que nenhum município catarinense ficasse sujo no dia das eleições.
"Esse material nas ruas afronta a legislação eleitoral", diz Bagnati. Na tentativa de diminuir "o derrame ilegal de santinhos" nas ruas, o Tribunal Regional Eleitoral em Santa Catarina (TRE-SC) chegou a lançar no dia 22 de setembro a campanha 'Quero minha cidade limpa' que tinha o objetivo de assegurar que nenhum município catarinense ficasse sujo no dia das eleições.
Os cartórios eleitorais ficaram abertos na véspera da eleição para que
os candidatos entregassem as sobras de impressos de campanha. Até a
publicação desta matéria o TRE-SC não informou a quantidade de material
recolhido. A divulgação de propaganda eleitoral no dia da eleição é
considerada crime.

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