Um ato de violência flagrado na Praia do Campeche, na Capital, este mês, trouxe à tona um assunto polêmico: o localismo. Segundo a Polícia Federal, acontece em todo o Estado e trata-se da ‘invasão’ de uma onda que ‘pertenceria’ aos surfistas locais, por surfistas de outras cidades. Na região, praias das cidades de Laguna, Garopaba e Imbituba estão na mira da investigação desencadeada pela Polícia Federal.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Luiz Carlos Koff, que cuida do caso, o problema é antigo. “O fato ocorrido no Campeche (em que um surfista teria sido agredido por outros porque estaria na praia deles) é um caso que veio à tona porque o surfista foi até a delegacia e fez um Boletim de Ocorrência. Todos deveriam fazer isso”, fala o delegado.
Sobre as praias da região que estão na mira da investigação da Polícia Federal, o delegado diz que os locais foram alvo de denúncias e o caso é investigado desde 2006. “Na Praia da Vila, há dois anos, um caso semelhante aconteceu com um delegado”, destaca Luiz. Pessoas que forem alvo deste tipo de tratamento devem procurar a polícia.
O presidente da Associação de Surf de Imbituba, Jaison Pacheco, também já foi alvo do localismo. “Surfo há muitos anos e em Laguna já tive que sair da água porque outros surfistas falaram que, por eu ser de outra cidade, iriam quebrar minha prancha. Isso é bem comum”, conta Jaison.
Contudo, como morador e surfista de Imbituba, ele defende que a Praia da Vila não passa pela mesma situação. “Temos uma grande praia, que é para todos. Defendo o localismo para que possamos preservar a praia de pessoas que querem destruir a natureza e tirar o nosso sossego. A praia é de todos e todos devem se respeitar”, afirma o surfista.
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