O catarinense Maikon Golini estudava em uma escola pública de Joinville quando a turma recebeu uma visita inesperada: um grupo estava divulgando a Escola do Teatro Bolshoi, que acabara de abrir a única unidade fora da Rússia em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Na época, com sete anos, não tinha ideia do que era 'balé', mas correu para casa contar a novidade.
Atualmente, aos 22 anos, sua história se confunde com a da própria escola. Ingressou na primeira turma, em 2000, se formou quase 10 anos depois e foi convidado para ser professor de balé clássico, o primeiro formado pela instituição.
Maikon diz que lembra bem da primeira aula que recebeu. Desde a roupa dos professores, até o que falaram durante a lição e os poucos movimentos que aprendeu. "Senti que estava entrando em um mundo totalmente novo e estava maravilhado", recorda.
Em 2001, a Escola Bolhoi Brasil fez a primeira apresentação, em Brasília, e Maicon estava entre os bailarinos. Foi um papel da peça 'Quebra Nozes', uma das partes do espetáculo 'Primeira Mostra Didática'. "Foi um grande marco da escola e da minha vida. Estávamos mostrando o resultado do trabalho e foi a primeira vez que recebemos os aplausos do público", comenta.
Durante os anos em que foi aluno, dançou pelo Brasil, na Alemanha, nos Estados Unidos e na Rússia, onde viveu um dos dias que mais marcaram sua trajetória: "O Bolshoi na Rússia é quase um santuário para todos os bailarinos. Quando dancei lá pela primeira vez foi inesquecível".
Para estudar no Bolshoi e ter direito à bolsa, os alunos precisam empregar a mesma dedicação aos treinos e ao ensino básico. "Geralmente, os alunos estudam na escola regular de manhã e à tarde treinam. Na época de apresentações, o número de ensaios aumenta".
Ele ainda atua como bailarino, mas ao entrar na sala e encarar os primeiros alunos pela primeira vez, mudou completamente sua perspectiva. “Meu sonho mudou totalmente. Atualmente, o que mais desejo é ver meus alunos brilharem. Aprendi a projetar nas crianças o que aprendi e minha maior gratidão é ver isso acontecer no palco", explica.
( Fonte: Portal G1)

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