segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mensagem do Dia

Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.
Cícero

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Hospital de Biguaçu atende pacientes, mas já faltam médicos, equipamentos e dinheiro uma semana após abertura


Aberto há quatro dias, o Hospital Regional de Biguaçu ainda não tem médicos contratados e está atendendo de acordo com a disponibilidade dos profissionais, que vêm de outras unidades da Grande Florianópolis. Quarta-feira pela manhã, somente um ortopedista e um nefrologista (médico especialista em rim) estavam na unidade. Apesar da nova estrutura, as pessoas continuam esperando para serem atendidas.

— Acredito que o atendimento ainda vai melhorar, porque todo mundo foi marcado para o mesmo horário e, assim, as consultas aconteceram por ordem de chegada — afirmou a aposentada Orlandina da Cunha, que há dois anos estava na fila por um ortopedista.

A primeira etapa do funcionamento do hospital era ambulatorial. Agora, se espera que para novembro comecem as internações clínicas e cirúrgicas, conforme o calendário divulgado. Porém, a expectativa de que isso aconteça não é das maiores. Além de funcionários, faltam equipamentos que ainda estão sendo licitados.

Explicação

— Nós precisamos dos equipamentos e que a Secretaria de Saúde do Estado e o Ministério da Saúde liberem o dinheiro para que possamos comprar material e contratar pessoal. Nós só podemos começar a funcionar depois que o dinheiro sair. Temos um prazo de 45 dias após a liberação da verba para começar o funcionamento, mas não sei se isso está muito claro para o Estado, que até agora não se manifestou — disse Valmor Busnello, diretor do hospital.



Espera e Sem Emergência
A auxiliar de serviços gerais Valdetine Pinheiro dos Santos, que há três anos tentava consulta, quarta-feira demorou a ser atendida. Cansada de esperar, ela já recorreu a médicos particulares durante o período. Os pacientes que chegam ao Hospital de Biguaçu são encaminhados pela policlínica do município, como explicou o diretor 
da instituição, Valmor Busnello.

— Nós atendemos de acordo com a disponibilidade dos médicos. Então, se a gente sabe que o dermatologista tem horário para atender aqui na próxima semana, nós ligamos para a policlínica, informamos o dia, o número de vagas e os primeiros da fila de espera são chamados — disse.

Esta semana o hospital terá consultas disponíveis para dermatologista, endocrinologista, nefrologista e ortopedista. Até dezembro a unidade não irá atender casos de emergência. Se o caso for grave, não adianta o paciente se encaminhar para o Hospital de Biguaçu. Ele deverá ir até a UPA e de lá será feito o encaminhamento.

Caixas eletrônicos são explodidos durante a madrugada no Norte de SC

Caixas eletrônicos foram alvos de criminosos em três cidades de Santa Catarina na madrugada desta quinta-feira (3). Por volta das 4h, dois terminais de autoatendimento da agência do Banco do Brasil foram explodidos na cidade de Timbó Grande, no Norte.
Segundo a Polícia Militar, quatro homens teriam usado dinamite para explodir os equipamentos. A agência, que fica no centro da cidade, ficou destruída. Os assaltantes teriam fugido em direção a Santa Cecília. Ninguém havia sido preso até as 6h.
A outra ocorrência foi por volta das 3h em Itaiópolis. Segundo a PM, de sete a 10 homens, renderam o vigilante e alguns funcionários de um frigorífico da cidade para assaltar o caixa eletrônico do Bradesco que fica dentro da unidade.
O vigilante e funcionários disseram para o assaltantes que não havia dinheiro no caixa já que o mesmo é usado apenas para retirada de extratos e conferência de saldos, mas os assaltantes não acreditaram, explodiram o equipamento e teriam fugido pela BR-116. De acordo com a PM, foi usado dinamite na ocorrência.

Tentativa em Florianópolis
A Polícia Militar de Florianópolis atendeu por volta das 2h45 uma tentativa de arrombamento a um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil. Homens teriam usado maçarico para arrombar o equipamento que fica na rua Altamiro Barcelos Dutra, na Barra da Lagoa.

Segundo a PM, os homens fugiram quando perceberam a aproximação da guarnição. Ninguém foi preso até o começo da manhã.



Mensagem do Dia

Um dia você vai acordar e não haverá mais tempo para fazer as coisas que você sempre quis. Faça-as agora. 
(Paulo Coelho)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mulher morre após carro capotar na Via Expressa em Florianópolis

Um acidente pouco depois da saída da Ponte Colombo Salles, em Florianópolis, resultou na morte de uma mulher de 35 anos. O acidente aconteceu no km 1 da BR-282, a Via Expressa, por volta da 1h50. O motorista do veículo ficou gravemente ferido, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros.
O veículo, com placas de Tijucas, trafegava no sentido Florianópolis/São José quando saiu de pista e capotou perto do viaduto do bairro Estreito. O veículo parou no acostamento. De acordo com a PRF, o motorista perdeu o controle da direção.
Com o impacto da batida, a passageira Josiane Martins da Silva não resistiu e morreu no local. O motorista, de 26 anos, sofreu ferimentos graves e foi levado para o hospital.

Equoterapia ajuda pacientes com deficiências físicas em Jaraguá do Sul

Fortes, ágeis e sociáveis, os cavalos contribuíram para o desenvolvimento da espécie humana. Para além do transporte, segurança ou esporte, esses animais são fundamentais na equoterapia, um método moderno de tratamento para pessoas com deficiências. O contato com a natureza, aliado ao trabalho de uma equipe profissional, pode ser capaz de transformar a vida de mais de 30 praticantes na região do Vale do Itapocu.

Toda semana, Erick Mathias Sauer, de cinco anos, chega à Associação Jaraguaense de Equoterapia (Ajae). Há dois anos, quando iniciou o tratamento, não podia andar, nem falar e tinha dificuldades para interagir. Ainda bebê, ele foi diagnosticado com microcefalia, epilepsia e, mais recentemente, com um leve grau de autismo. Isso o impedia de desenvolver habilidades motoras e sensoriais.

De acordo com a mãe de Erick, Marilene Sauer, os resultados surgiram nos primeiros cinco meses de terapia. Ele adquiriu equilíbrio, força, coordenação e confiança para caminhar e interagir com as pessoas.

– Agora ele faz contato conosco, começou a falar e faz carinho no gato e no cachorro, nos quais antes não conseguia encostar. Reparo que ajudou no comportamento, na fala, na coordenação motora. Ele fica muito tranquilo em cima do cavalo. De todos os tratamentos, foi o melhor, pois aqui ele faz isso brincando.

Os três pilares da equoterapia são pedagogia, fisioterapia e psicologia. Em cada sessão, Erick cavalga cercado por três profissionais dessas áreas, cada um responsável por uma técnica diferente. Em Jaraguá do Sul, a equipe se estende a mais três fisioterapeutas e oito voluntários.

Segundo a instrutora de equitação e pedagoga Paula Monteiro, cada cavalo tem uma particularidade no passo, assim como o solo onde se cavalga, e isso permite a prática de diferentes atividades físicas. Um passo mais curto, num solo firme, ajuda a fortalecer a musculatura de Erick; o solo mais arenoso, num cavalo maior, contribui para a força e equilíbrio. Para ela, a diferença entre esse método e a fisioterapia tradicional está na ludicidade e contato com a natureza.

– Se olhar de costas, durante a equitação, percebe-se que o movimento da marcha do cavalo simula o passo humano. Então, ele o prepara para a caminhada, mesmo antes de ele caminhar, como era o caso do Erick. É uma variedade de estímulos – explica Paula.

Praticantes recebem apoio da comunidade

Desde 2007, a Associação Jaraguaense de Equoterapia (Ajae) atende à população das cidades do Vale do Itapocu. A ideia de unir uma atividade que envolvia cavalos e crianças surgiu numa conversa entre a pedagoga e instrutora Paula Monteiro e uma psicóloga, que também praticava equitação. 

– É uma função social para algo que eu amo fazer. Os cavalos são fortes, livres e poderosos. Quando a criança, com algum tipo de deficiência física, por exemplo, monta, ela assume as rédeas e transpõe isso para a vida dela. E eu aprendo muito com elas, porque isso mexe com a nossa escala de valores. São guerreiras, dedicadas e por isso são um exemplo para mim – diz Paula.

Atualmente, a Ajae atende a 32 pessoas da região. São praticantes de um a 40 anos, entre homens e mulheres. Como a terapia envolve uma equipe profissional, o tratamento adequado dos cavalos e a infraestrutura, o custo da mensalidade é alto. Entretanto, 40% recebem ajuda financeira de pessoas, empresas e instituições. 

A mãe de Erick, por exemplo, é moradora do bairro Nereu Ramos e vai de ônibus à associação, com sede na Sociedade Hípica de Jaraguá do Sul, no km 69 da BR-280. Para subsidiar o tratamento, ele recebe apoio do Rotary Club. Segundo Paula, a associação tem um projeto para captação de recursos. Os interessados em contribuir podem entrar em contato pelo telefone 9175-4786.

Mensagem do Dia

Tenha fé que sua história vai mudar. Grite bem alto e depois é só acreditar. 
(Adriano Soares)